É tempo de se pensar em mudanças, até parece que no dia 1° todas as aflições de 2009 ficarão como o ano que termina, encerradas. Porém, não resolvidas.
A virada do ano traz uma euforia simpática, um esperar saudável. No entanto, a única coisa que realmente muda é a página da folhinha.
Sempre tive horror a mudanças, infelizmente, mudar para mim sempre envolve algo ruim, poucas foram as mudanças que trouxeram algo melhor, por isso o medo do novo, do inesperado, do não-calculado.
Sempre procurei prever, ou ao menos entrever os acontecimentos da minha vida. Tudo devidamente dentro dos planos. Sou uma pessoa, como se diz por aí, que faz acontecer, eu não espero que façam nada por mim, eu tenho metas a serem alcançadas pelos próximos 40 anos.
Isso tem o lado bom, este de fazer as coisas acontecerem de uma maneira totalmente prevista, mas tem o lado ruim, eu fujo das mudanças não previstas.
Terminar um namoro sempre foi um problema terrível, eu gosto do cotidiano, gosto do dia-a-dia, do previsto. Isso pode parecer muito monótono, mas não é, absolutamente, é bom, é gostoso.
Eu planejo a comida, a corrida, as festas, toda a minha vida acadêmica, o meu futuro brilhante (espero eu), às vezes isso é meio duro porque para alguém que planeja tudo, nada pode dar errado. Não existe a menor chance de eu descumprir alguma coisa, de maneira que, se isso acontecer, eu vou me sentir péssima.
Estou escrevendo um texto que não vai chegar a lugar nenhum, justamente porque não foi planejado, eu cheguei aqui, sentei e comecei a escrever, justamente pensando na ideia de que mudanças me apavoram...
Tudo porque todo mundo só fala de mudar o cabelo, de fazer dieta, de ganhar na loto, de largar o cigarro, de levar uma vida mais saudável etc. Eu não pensei nada disso, eu penso nessas coisas o tempo todo... Eu levo uma vida saudável, eu faço dieta, mudo o cabelo, estudo muito, só não fico rica, o tempo todo... E tudo isso só porque está chegando um ano novo.
Já que eu tenho tudo aqui calculadinho, desejo para mim mesma que, no novo ano, eu tenha uma surpresa que me faça muito feliz.
Desejo a todos um ano incrível, cheio de realizações e surpresas, e que continuem não calculando nada porque isso cansa horrores!
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
A vida de cada um
Estou à espera das férias...
Esperando por um descanso depois de um ano tão confuso, tão cheio. Um ótimo ano é verdade, ainda não está na hora do meu balanço anual, então deixemos de melancolias. Mas é muito bom pensar que se realizou tudo aquilo que se queria.
Espero pelas férias para desfrutar do "ócio com dignidade", desfrutar da delícia de ser apenas eu, em minha própria companhia ou dividida com uns poucos queridos.
Tempo de diversão... De deleitar e deleitar, sorrir, dormir, comer.... ah que maravilha! Estudar, comer, dormir, acordar, sorrir, dormir... Vai ser magnífico, mais do que jamais foi.
Outro dia minha irmã me chamou de dominadora, falou que eu quero porque quero transformar a vida das pessoas de acordo com aquilo que eu penso...
Sabe que ela tem razão, por exemplo, eu nunca vou aceitar que alguém possa ser feliz sem cursar o ensino superior, não posso acreditar que alguém possa viver sem saber que a arte é libertadora, não posso conceber que algumas pessoas possam viver amarradas por cordas invisíveis que são mais fortes que todas as visíveis...
A ignorância, a falta de um mínimo de requinte e as amarras são as coisas mais detestáveis deste mundo ao meu ver.
Por isso me desespero, tento mudar, tento enfiar na cabeça da pessoa um pouco daquilo que há em mim, aquilo que demorei a aprender, que conquistei a duras penas. Às vezes, quero apenas poder ajudar as pessoas a não passarem pelas lamuriações e dificuldades pelas quais passei por acreditar em amarras invisíveis...
Mas não adianta não é?
Cada um tem que viver a sua própria vida, aprender por si próprio, porque o valor está justamente em aprender com o erro, uma vez que você se dê terrivelmente mal, nunca voltará a repetir o erro... é disso que é composto o aprendizado eterno. Não adianta eu tentar evitar porque a verdade é que mesmo minhas irmãs são donas do próprio nariz, mais influenciáveis por mim que a maioria... Mas ainda assim, estão por conta própria...
Boa sorte!
Esperando por um descanso depois de um ano tão confuso, tão cheio. Um ótimo ano é verdade, ainda não está na hora do meu balanço anual, então deixemos de melancolias. Mas é muito bom pensar que se realizou tudo aquilo que se queria.
Espero pelas férias para desfrutar do "ócio com dignidade", desfrutar da delícia de ser apenas eu, em minha própria companhia ou dividida com uns poucos queridos.
Tempo de diversão... De deleitar e deleitar, sorrir, dormir, comer.... ah que maravilha! Estudar, comer, dormir, acordar, sorrir, dormir... Vai ser magnífico, mais do que jamais foi.
Outro dia minha irmã me chamou de dominadora, falou que eu quero porque quero transformar a vida das pessoas de acordo com aquilo que eu penso...
Sabe que ela tem razão, por exemplo, eu nunca vou aceitar que alguém possa ser feliz sem cursar o ensino superior, não posso acreditar que alguém possa viver sem saber que a arte é libertadora, não posso conceber que algumas pessoas possam viver amarradas por cordas invisíveis que são mais fortes que todas as visíveis...
A ignorância, a falta de um mínimo de requinte e as amarras são as coisas mais detestáveis deste mundo ao meu ver.
Por isso me desespero, tento mudar, tento enfiar na cabeça da pessoa um pouco daquilo que há em mim, aquilo que demorei a aprender, que conquistei a duras penas. Às vezes, quero apenas poder ajudar as pessoas a não passarem pelas lamuriações e dificuldades pelas quais passei por acreditar em amarras invisíveis...
Mas não adianta não é?
Cada um tem que viver a sua própria vida, aprender por si próprio, porque o valor está justamente em aprender com o erro, uma vez que você se dê terrivelmente mal, nunca voltará a repetir o erro... é disso que é composto o aprendizado eterno. Não adianta eu tentar evitar porque a verdade é que mesmo minhas irmãs são donas do próprio nariz, mais influenciáveis por mim que a maioria... Mas ainda assim, estão por conta própria...
Boa sorte!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Para deleitar e aprender...

Para deleitar...
28 de novembro (sábado, 23h59)
Esta edição da Crew, festa da promoter, entre outras coisas, Lalai, que acontece no Clube Glória (Na 13 de maio, que todo mundo sabe onde fica), contará com a participação do produtor francês TOXIC AVENGER, que acabou de lançar o EP, Toxic is Dead. A festa rola no sábado, dia 28 de novembro, no Glória. Além deles:
Database & Fabilipo
I'm the Machine
Roots Rock Revolution
Sexistalk
Tchiello K.
Fabrizio Martinelli
e o MIXHELL (que eu estou louca para rever!)
O novo DJ residente também será anunciado na festa.
O preço da lista amiga é R$ 25,00 é só enviar o seu nome e dos brothers para festacrew@gmail.com
Nos vemos lá!
Para aprender e deleitar...
Os queridos professores do Russo na FFLCH - USP, Bruno Gomide, Arlete Cavaliere, Elena Vássina, Aurora Bernardini, Fátima Bianchi, Boris Schnaiderman, armaram mais um evento incrível para os amantes da melhor literatura do planeta...

Evento “Dostoiévski ontem e hoje” nos dias 1, 2, 3 e 4 de dezembro de 2009 no CCBB SP
DIA 1 DE DEZEMBRO
19:00h às 21:00h – Primeiro Encontro
Tema: Dostoiévski, nosso contemporâneo
Palestrantes:
Igor Vólguin (Presidente da Fundação Dostoiévski, Prof. Dr. da Universidade Estatal de Moscou / MGU,)
Boris Schnaiderman (Prof. Emérito da USP, autor, pesquisador e tradutor das obras de Dostoiévski)
Manuel Costa Pinto (Editor dos programas "Entrelinhas" e "Letra Livre" (TV Cultura), colunista da „Folha de São Paulo“ e editor do "Guia da Folha- Livros, Discos, Filmes)
Mediador e Debatedor: Bruno Gomide (Prof. Dr. de Literatura Russa , USP)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 1
DIA 2 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Segundo Encontro
Tema: O Universo das Idéias na obra de Dostoiévski
Palestrantes:
Deborah Martinsen (Presidente da Sociedade Internacional Dostoiévski, Profa. Dra. da Columbia University , USA)
Fatima Bianchi (Profa. Dra. da Literatura Russa da USP, Representante da Sociedade Brasileira de Dostoiévski)
Bruno Gomide (Prof. Dr. de Literatura Russa, USP)
Mediadora e Debatedora: Elena Vássina (Profa. Dra. de Literatura Russa, USP)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 2
DIA 3 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Terceiro Encontro
Tema: Dostoiévski x Teatro e Cinema – Uma atração irresistível
Palestrantes:
· Elena Vássina (Profa. Dra. De Literatura Russa, USP)
· Aury Porto (Ator e Diretor teatral)
· Cibele Forjas (Diretora Teatral)
Mediador e Debatedor: Ruy Cortez (Diretor e pedagogo teatral).
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 3
DIA 4 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Quarto Encontro
Tema: Dostoiévski e a Cultura Contemporânea.
Palestrantes:
Frank Castorf (diretor de teatro e diretor artístico do teatro de vanguarda de Berlim Volksbühne, adaptou para o teatro e cinema “Os Demônios”, “O Idiota”, “Crime e Castigo” e “Humilhados e Ofendidos” de Dostoiévski)
Aurora Bernardini (Profa Dra da Pós-graduação em Literatura e Cultura Russas da USP, pesquisadora e tradutora dos escritores e poetas russos)
Arlete Cavaliere (Profa Dra de Literatura Russa, USP),
Mediadora e Debatedora: Silvana Garcia (Profa Dra USP, autora de “As Trombetas de Jericó. Teatro das vanguardas Históricas”)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 4
DIA 1 DE DEZEMBRO
19:00h às 21:00h – Primeiro Encontro
Tema: Dostoiévski, nosso contemporâneo
Palestrantes:
Igor Vólguin (Presidente da Fundação Dostoiévski, Prof. Dr. da Universidade Estatal de Moscou / MGU,)
Boris Schnaiderman (Prof. Emérito da USP, autor, pesquisador e tradutor das obras de Dostoiévski)
Manuel Costa Pinto (Editor dos programas "Entrelinhas" e "Letra Livre" (TV Cultura), colunista da „Folha de São Paulo“ e editor do "Guia da Folha- Livros, Discos, Filmes)
Mediador e Debatedor: Bruno Gomide (Prof. Dr. de Literatura Russa , USP)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 1
DIA 2 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Segundo Encontro
Tema: O Universo das Idéias na obra de Dostoiévski
Palestrantes:
Deborah Martinsen (Presidente da Sociedade Internacional Dostoiévski, Profa. Dra. da Columbia University , USA)
Fatima Bianchi (Profa. Dra. da Literatura Russa da USP, Representante da Sociedade Brasileira de Dostoiévski)
Bruno Gomide (Prof. Dr. de Literatura Russa, USP)
Mediadora e Debatedora: Elena Vássina (Profa. Dra. de Literatura Russa, USP)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 2
DIA 3 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Terceiro Encontro
Tema: Dostoiévski x Teatro e Cinema – Uma atração irresistível
Palestrantes:
· Elena Vássina (Profa. Dra. De Literatura Russa, USP)
· Aury Porto (Ator e Diretor teatral)
· Cibele Forjas (Diretora Teatral)
Mediador e Debatedor: Ruy Cortez (Diretor e pedagogo teatral).
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 3
DIA 4 DE DEZEMBRO
19:00h ás 21:00h – Quarto Encontro
Tema: Dostoiévski e a Cultura Contemporânea.
Palestrantes:
Frank Castorf (diretor de teatro e diretor artístico do teatro de vanguarda de Berlim Volksbühne, adaptou para o teatro e cinema “Os Demônios”, “O Idiota”, “Crime e Castigo” e “Humilhados e Ofendidos” de Dostoiévski)
Aurora Bernardini (Profa Dra da Pós-graduação em Literatura e Cultura Russas da USP, pesquisadora e tradutora dos escritores e poetas russos)
Arlete Cavaliere (Profa Dra de Literatura Russa, USP),
Mediadora e Debatedora: Silvana Garcia (Profa Dra USP, autora de “As Trombetas de Jericó. Teatro das vanguardas Históricas”)
21h às 22h – projeção O IDIOTA – filme de Frank Castorf , parte 4
Apareça porque Dostoiévski rende assunto infinito! Já disseram, apenas na literatura de Dostoiévski você pode encontrar todas as coisas e convenhamos que falar de todas as coisas vai levar um bocado de tempo...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Mundo esquisito...
Não é que ontem parecia que o mundo ia acabar mesmo.
À tarde uma amiga recebeu uma carta estranha, com um criptograma que dava no número da Besta... Eu nem dei bola, mas foi mesmo um dia estranho.
Aconteceu uma pequena coisa que tornou o meu dia melhor, o que me deixou muito contente.
Mas isso foi só até o final da minha última aula, imagina que eu moro na Zona Leste e estudo na Zona Oeste... USP, sim... lá mesmo. Imagine agora que a eu estava lá na USP quando o Brasil apagou.
Chegando na Paulista, a porta do Metrô Consolação era um mar de gente desesperada, todo mundo ligando para alguém vir socorrer, eu só pensava em Creep do Radiohed, porque eu nunca tinha me sentido tão perdida, no sentido físico, como ontem à noite. Eu nem tinha alguém para "vir me pegar".
Chegar em casa foi uma novela... Cheguei bem, mas fiquei com muito medo pelo que ainda está por vir. O mundo, de fato, não vai acabar, mas coisas estranhas vão passar a acontecer com tanta frequência, até que, num triste dia, deixarão de ser estranhas e passarão a ser cotidiano. Igual à bala perdida no Rio, menino pedindo dinheiro no semáforo, gente pegando comida no lixo, eu sempre me pergunto em que momento da vida ou da história as pessoas passaram a olhar fenômenos de uma época, ou até mesmo desgraças cotidianas como cotidiano...
Anteontem, eu reli As três irmãs, do Tchekhov, e fiquei me lembrando do quanto ele afirmava, sempre, em todas as suas peças, que o trabalho das pessoas daquela época seria visto como algo maravilhoso: Daqui cem ou duzentos anos. Ele dizia que o mundo se tornaria um lugar maravilhoso... O que nós fizemos com os sonhos do Tchekhov?
O mundo não é um lugar maravilhoso, e a metamoforse do anormal em cotidiano, que tanto apavorava o autor, tornou-se algo muito mais banal do que ele tinha imaginado...
Nos shows que faria em julho passado, Michael Jackson queria mostrar ao mundo que nós temos apenas quatro anos para mudar nossas escolhas com relação ao futuro do planeta, pois em quatro anos, segundo estudiosos, os danos serão irreversíveis...
Tanta gente dizendo a mesma coisa... Já é hora de prestarmos atenção, não?
À tarde uma amiga recebeu uma carta estranha, com um criptograma que dava no número da Besta... Eu nem dei bola, mas foi mesmo um dia estranho.
Aconteceu uma pequena coisa que tornou o meu dia melhor, o que me deixou muito contente.
Mas isso foi só até o final da minha última aula, imagina que eu moro na Zona Leste e estudo na Zona Oeste... USP, sim... lá mesmo. Imagine agora que a eu estava lá na USP quando o Brasil apagou.
Chegando na Paulista, a porta do Metrô Consolação era um mar de gente desesperada, todo mundo ligando para alguém vir socorrer, eu só pensava em Creep do Radiohed, porque eu nunca tinha me sentido tão perdida, no sentido físico, como ontem à noite. Eu nem tinha alguém para "vir me pegar".
Chegar em casa foi uma novela... Cheguei bem, mas fiquei com muito medo pelo que ainda está por vir. O mundo, de fato, não vai acabar, mas coisas estranhas vão passar a acontecer com tanta frequência, até que, num triste dia, deixarão de ser estranhas e passarão a ser cotidiano. Igual à bala perdida no Rio, menino pedindo dinheiro no semáforo, gente pegando comida no lixo, eu sempre me pergunto em que momento da vida ou da história as pessoas passaram a olhar fenômenos de uma época, ou até mesmo desgraças cotidianas como cotidiano...
Anteontem, eu reli As três irmãs, do Tchekhov, e fiquei me lembrando do quanto ele afirmava, sempre, em todas as suas peças, que o trabalho das pessoas daquela época seria visto como algo maravilhoso: Daqui cem ou duzentos anos. Ele dizia que o mundo se tornaria um lugar maravilhoso... O que nós fizemos com os sonhos do Tchekhov?
O mundo não é um lugar maravilhoso, e a metamoforse do anormal em cotidiano, que tanto apavorava o autor, tornou-se algo muito mais banal do que ele tinha imaginado...
Nos shows que faria em julho passado, Michael Jackson queria mostrar ao mundo que nós temos apenas quatro anos para mudar nossas escolhas com relação ao futuro do planeta, pois em quatro anos, segundo estudiosos, os danos serão irreversíveis...
Tanta gente dizendo a mesma coisa... Já é hora de prestarmos atenção, não?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Adeus Claude Levi-Strauss

Hoje, parece óbvio que somos todos iguais...
Há alguns anos, não parecia e nem era tão óbvio, na verdade a obviedade dessa afirmação, hoje tão comum, só é possível porque este ilustre senhor aí ao lado disse isso de maneira bem estruturada e elaborada pela primeira vez na história.
Ele disse aquilo que todos deveríamos saber, um ser humano na África tem o mesmo potencial de um americano, por exemplo. Hoje, há quem não concorde com sua tese integralmente e há realmente uma série de fatores que separam um africano de um americano... Mas, sem entrar no mérito da questão, só queria agradecer o magnífico antropólogo por contribuir para um mundo melhor, por criar a minha querida faculdade, da qual só sairei de bengalinha... se Deus quiser.
Tem gente que passa por este mundo assim, como um nada e não faz nada de incrível em sua existência, e há homens como Levi-Strauss que transformam este mundo em lugar mais habitável, não por um dia... mas para todo o sempre!
domingo, 25 de outubro de 2009
Os anos desfeitos...
É, hoje comemoro mais um ano desfeito... e muito bem aproveitado por sinal.
Tive um ano incrível, cercada por gente maravilhosa, fiz amigos inesquecíveis, aprendi coisas novas. Hoje sei mais sobre mim do que sabia há um ano, uma conquista, se conhecer melhor é sempre um presente...
Sei mais daquilo que gosto e daquilo que não gosto.
Sêneca dizia que não temos a idade feita e sim os anos vindouros...
Verdade.
Não "tenho" 29 anos hoje, me desfiz deles...
Tenho pela frente todos os anos que me forem concedidos, porque esses 29 eu não tenho mais.
Tem dois anos que estou correndo atrás de um tempo perdido. Agora, acredito que recuperei o tempo perdido sim... Não tenho mais a sensação de que perdi muitas coisas por causa dos anos de estagnação e paralisia.
Amanheci com a sensação de que tenho toda a vida pela frente, uma vida inteira significa que eu posso fazer do meu amanhã aquilo que bem entender. Como eu gosto de dizer, eu não vim para este mundo a passeio, logo, já faz um tempo que minha vida tem um vivo propósito...
Ainda penso em melhorar o mundo de alguma maneira. Mas, não vou mentir, há dias que eu só desejo sair daqui com a minha dignidade.
Oscilo entre um ponto e outro, mas sem perder de vista aquilo que eu desejo...
Obrigada a todos os queridos que fizeram do meu ano um ano maravilhoso e transformaram meus dias vazios em acontecimentos cheios de felicidades...
Tive um ano incrível, cercada por gente maravilhosa, fiz amigos inesquecíveis, aprendi coisas novas. Hoje sei mais sobre mim do que sabia há um ano, uma conquista, se conhecer melhor é sempre um presente...
Sei mais daquilo que gosto e daquilo que não gosto.
Sêneca dizia que não temos a idade feita e sim os anos vindouros...
Verdade.
Não "tenho" 29 anos hoje, me desfiz deles...
Tenho pela frente todos os anos que me forem concedidos, porque esses 29 eu não tenho mais.
Tem dois anos que estou correndo atrás de um tempo perdido. Agora, acredito que recuperei o tempo perdido sim... Não tenho mais a sensação de que perdi muitas coisas por causa dos anos de estagnação e paralisia.
Amanheci com a sensação de que tenho toda a vida pela frente, uma vida inteira significa que eu posso fazer do meu amanhã aquilo que bem entender. Como eu gosto de dizer, eu não vim para este mundo a passeio, logo, já faz um tempo que minha vida tem um vivo propósito...
Ainda penso em melhorar o mundo de alguma maneira. Mas, não vou mentir, há dias que eu só desejo sair daqui com a minha dignidade.
Oscilo entre um ponto e outro, mas sem perder de vista aquilo que eu desejo...
Obrigada a todos os queridos que fizeram do meu ano um ano maravilhoso e transformaram meus dias vazios em acontecimentos cheios de felicidades...
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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